Depois que sua vida particular se sobrepôs a seu talento Mel Gibson nunca mais esteve envolvido com um trabalho de peso e passou a ser visto com maus olhos em Hollywood. Com exceção de Um Novo Despertar dirigido pela amiga Jodie Foster, sua sequência de projetos é digna de atores iniciantes em papeis de filmes B. Com a decadência batendo a sua porta, chega à vez de atravessar a fronteira e ir ao México para contar uma história recheada de diálogos simplórios e banais. ‘Get The Gringo’, sim o título é esse mesmo e não poderia ser pior, quase por milagre um título em português ‘Plano de Fuga’, se mostra melhor do que o original. Leva para terras mexicanas esse sujeito sem nome, vulgo Gringo, interpretado por Gibson que acaba de roubar uma bolada e é preso. Uma vez na cadeia ele vai tentar sair de lá, lógico.
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Pincelada de um fato verídico, a premissa de ‘O Corvo’ (The Raven), tinha os elementos certeiros para criar uma narrativa envolvente regada a mistério e suspense, mas não conseguiu manter o ritmo e termina por ser apenas um filme ok e nada mais que isso. Os últimos dias de vida do poeta Edgar Allan Poe permanecem uma incógnita. Encontrado numa rua em Baltimore, usando roupas que não eram suas, falava palavras incompreensíveis e sem nexo. Relatos afirmam que suas últimas palavras teriam sido ‘está tudo acabado: Eddy já não existe’ e um nome ‘Reynolds’. Pronto, esses elementos instigantes serviram de base para recriar seus últimos dias. Bebendo na fonte de eventos sombrios, góticos e misteriosos, bem como sua escrita sempre proporcionou aos leitores.
A fonte de inspiração para muitos projetos no cinema surgem dos mais diversos lugares. Em ‘Battleship – A Batalha dos Mares’, veio através do jogo de tabuleiro batalha naval lançado pela Hasbro. Não foi o primeiro longa com base na marca de brinquedos vide Transformers e G.I. Joe. Embora, baseado no jogo, desde o começo do filme fica claro que essa inspiração serviu apenas para uma troca de cenários. As batalhas comuns em terra foram transferidas para a água, mas nem por isso ganharam um recorte mais interessante. Abrindo a carta náutica do filme tem-se assim como no jogo, uma história bem manjada. Alex Hopper (Taylor Kitsch) é o típico sujeito meio vagabundo, que sempre se mete em confusões e arranja problema para o irmão mais velho e responsável Stone (Alexander Skarsgård). Cansado de tudo isso e bem ao estilo ‘I want you for army’ ele carrega o irmão caçula para a marinha e pronto, como num passe de mágica o rebelde sem causa se torna um soldado nem tão exemplar assim, mas melhor do que era.
Em tempo de cinema global Robert Redford trás à tona uma pequena aula de história sobre o assassinato de Abraham Lincoln revista sob outra perspectiva. De fato, caberia bem em um programa do History Channel, ao invés de nas salas de cinema. A fim de esclarecer esse julgamento de cartas marcadas e de final nada surpreendente, o filme se propõe a discutir mais lições sobre fé e dever comuns nas escolhas de cada advogado sobre seus clientes em potencial. James McAvoy é Frederick Aiken, um capitão das forças armadas que pretendia ser um advogado com o final da guerra. A história já conhecida é o mote do filme.
Dá série mais um romance adaptado da obra de Nicholas Sparks talvez esse ‘Um Homem de Sorte’ (The Lucky One), seja o mais superficial. Sparks faz jus da mesma fórmula com frequência e transforma seus personagens masculinos de homens com um histórico de problemas e traumas em futuros homens apaixonados, gentis, mas de algum modo atormentados pelo passado. Agora é a vez de Zac Efron encarnar o tenente Logan Thibault. Um ex soldado que acredita ter a vida salva por uma fotografia, enquanto estava na guerra e parte em busca de identificar e posteriormente agradecer a seu anjo da guarda. No cenário de sempre, os charcos da Carolina do Norte ditam a paisagem e moldes da trama. Numa minúscula cidade onde a ‘lei’ é feita pelo insignificante xerife Keith Clayton (Jay R. Ferguson), sua ex mulher Beth (Taylor Schilling) terá uma grande surpresa quando Logan aparecer.

