“O show deve continuar”, celebre frase do filme all that jazz é bem aplicada em tempos de banalização da notícia como nos dias de hoje. Há quase um mês diariamente acompanhamos o caso envolvendo o assassinato de Isabella Nardoni. Os principais suspeitos são o pai da menina Alexandre Nardoni e a madrasta Anna Carolina Jatobá. Mediante a essas informações básicas temos um picadeiro vazio que necessita ferozmente ser povoado e várias atrações principais dispostas a competirem pelo aplauso mais alto e ainda temos o público que clama por entretenimento mesmo que este beire o populismo.
Editoria | Cotidiano

A guerra do Iraque enfim terá um motivo de ser. A atriz Scarlett Johansson, que no Brasil estrela o longa O Diário de uma Babá, irá visitar soldados que estão no Oriente Médio. A iniciativa, parte do projeto United Service Organizations’ Army Welfare Recreation, criado para o entretenimento de soldados enviados à guerra, não é nova. Scarlett repete o feito da musa Marilyn Monroe, que em 1954 viajou à Coréia para divertir soldados americanos durante o conflito no país.

Três mesas à minha frente, duas mulheres conversam através das lentes de suas respectivas câmeras digitais embutidas nos celulares, uma ajeita o cabelo faz inúmeras poses, sorri muito.
Vou abrir um parêntese aqui (o quão eu acho brega essa coisa de tirar foto em shopping, como se precisasse confirmar que realmente esteve em determinado lugar, argh!). Desvio o olhar, uma adolescente chega até a sacada da praça de alimentação, abre um livro e começa a ler.





